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STF suspende análise de relatório sobre Moraes e Banco Master

Mensagens entre ministro e ex-dono de banco levam STF a debater limites da Presidência da Corte.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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Julgamento foi interrompido por pedido de vista de Flávio Dino; sessão extraordinária discutia validade de mensagens entre ministro e ex-dono da instituição financeira.

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) realizou, em 15 de setembro de 2026, uma sessão extraordinária para analisar um relatório da Polícia Federal (PF). O documento aponta a existência de 52 mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O objetivo do encontro era decidir sobre a validade e a utilização dessas informações para fundamentar uma possível abertura de investigação formal contra o magistrado.

O julgamento, no entanto, não chegou a analisar o mérito da questão. A sessão foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. No momento da interrupção, o colegiado discutia uma questão de ordem sobre o julgamento conjunto de duas petições relacionadas ao caso (Pet 16662 e Pet 16704). Não há data definida para a retomada da análise.

O caso teve origem em informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro. O ministro André Mendonça havia assumido a relatoria das investigações envolvendo o Banco Master após a substituição de Dias Toffoli, que se declarou suspeito para participar do julgamento, embora tenha mantido o direito de permanecer na sessão. Em 12 de setembro, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou o envio dos casos Master e INSS à Presidência da Corte, assumindo a relatoria da petição.

Antes da sessão, Alexandre de Moraes manifestou-se publicamente, classificando a apuração como ilegal e negando qualquer favorecimento a Vorcaro. Durante a abertura dos trabalhos, o presidente Edson Fachin afirmou que a Corte tem o dever de "conduzir esse tribunal durante um período difícil". O ministro Gilmar Mendes também se pronunciou, criticando a situação: "Porque de fato, submeter a uma instituição que já vive todos os problemas que tem a este tipo de vexame é de uma falta de noção, de uma gravidade, que eu jamais vi".

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