STJ barra novo auxílio a vítimas do desastre de Brumadinho
Acordo judicial anterior impede novas cobranças baseadas em leis recentes, segundo decisão do STJ.
Repasse previsto em lei de 2023 porque já havia acordos prévios para ressarcir atingidos (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Decisão da ministra Maria Isabel Gallotti aponta que acordo judicial anterior impede novas cobranças baseadas em leis recentes.
A ministra Maria Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspendeu a concessão de um novo auxílio emergencial destinado aos atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG). A decisão atende ao argumento de que as obrigações reparatórias já haviam sido quitadas em um acordo judicial prévio.
Segundo o entendimento da magistrada, a imposição de novos pagamentos com base em legislações posteriores ao desastre viola o princípio da coisa julgada. A ministra destacou que a reabertura de obrigações já pacificadas na Justiça gera insegurança jurídica para as partes envolvidas nas pactuações originais.
O caso reforça a validade dos acordos de reparação homologados judicialmente como instrumentos definitivos para a resolução de conflitos decorrentes da tragédia.
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