Trump e CEOs de IA assinam acordo de segurança na Casa Branca
Gigantes da tecnologia assinam pacto voluntário para autorregulação e segurança em modelos avançados de IA.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se na terça-feira (29) com líderes das principais empresas de tecnologia do país para discutir o avanço e a segurança da inteligência artificial (IA). O encontro resultou na assinatura do "Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência", um pacto voluntário focado na autorregulação do setor.
O documento estabelece quatro pilares para as companhias que desenvolvem os chamados "modelos de fronteira", os sistemas de IA mais avançados. As medidas incluem a implementação de controles internos para monitorar riscos de cibersegurança, biossegurança e ameaças químicas, além da criação de equipes dedicadas à verificação desses mecanismos.
O acordo também prevê a contratação de auditores externos independentes para avaliar o funcionamento dos sistemas e a formação de comitês ligados aos conselhos de administração das empresas para supervisionar a segurança. Trump descreveu o compromisso como "moralmente vinculante", priorizando a autorregulação em vez de novas legislações governamentais.
A reunião na Casa Branca contou com a presença de cerca de 20 executivos de destaque, incluindo Elon Musk (SpaceX/xAI), Mark Zuckerberg (Meta), Jensen Huang (Nvidia), Sundar Pichai (Alphabet/Google), Satya Nadella (Microsoft), Dario Amodei (Anthropic), Greg Brockman (OpenAI), Jeff Bezos (Amazon), Lisa Su (AMD) e Alex Karp (Palantir).
Durante o encontro, Trump anunciou a intenção de substituir o termo "Inteligência Artificial" por "Superinteligência" nas comunicações oficiais do governo federal. Além disso, a administração estuda a criação de um comitê composto por 10 pessoas para supervisionar o setor.
A iniciativa ocorre em um momento de crescentes preocupações com a segurança da IA, motivadas por relatos recentes de comportamentos inesperados em agentes desenvolvidos por empresas como OpenAI e Anthropic. O debate público também envolve os impactos da construção de data centers nas comunidades locais, especialmente em relação à demanda energética, às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA.