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Taxa de desemprego recua para 5,3% com recorde de ocupados

Mercado de trabalho registra recorde de ocupados e taxa de desemprego atinge menor nível desde 2012.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto de 2026, atingindo o menor patamar para o período desde o início da série histórica, em 2012. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.

Impulsionado principalmente pelos setores da indústria e da construção civil, o mercado de trabalho registrou um recorde na população ocupada, que chegou a 103,5 milhões de pessoas. O volume representa um avanço de 0,8% em relação ao trimestre anterior, com a adição de 774 mil trabalhadores, e um crescimento de 1% no acumulado de um ano. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.777 no período.

Em contrapartida, o contingente de desocupados caiu para 5,8 milhões, uma redução de 4,6% frente ao trimestre encerrado em maio e de 4,9% na comparação anual. Segundo William Kratochwill, analista da PNAD Contínua no IBGE, a desaceleração no ritmo de queda do desemprego é natural devido ao patamar atual. "Não podemos falar em perda de fôlego porque a taxa está em ponto muito baixo, próximo ao recorde de todas as séries. As reduções tendem a ser menores porque estamos num limite para variações maiores que isso. Teria que haver um esforço muito grande da economia", explicou.

O índice de 5,3% veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. No entanto, economistas observam um contraste entre o aquecimento do mercado de trabalho e outros indicadores macroeconômicos recentes, citando a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) e o nível recorde de inadimplência, que atingiu 5% em agosto, segundo dados do Banco Central divulgados na mesma época.

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