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Pobreza na Argentina sobe para 32,3% e pressiona governo Milei

Aumento da pobreza na Argentina desafia governo de Milei e acende alerta antes de eleições.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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O Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) da Argentina revelou que a taxa de pobreza no país atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026. O dado, divulgado em 24 de setembro, representa um aumento de 4,1 pontos percentuais em relação ao semestre anterior e marca o primeiro avanço do indicador desde que o governo de Javier Milei estabilizou a inflação.

Em números absolutos, o índice significa que cerca de 9,7 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza em 31 grandes centros urbanos argentinos. A indigência, que classifica a pobreza extrema, também registrou alta, passando de 6,3% para 7,5% no mesmo período. O impacto é ainda mais severo entre crianças e adolescentes de até 14 anos, faixa etária em que a taxa de pobreza chega a 44,5%.

O avanço da pobreza é impulsionado pela perda do poder de compra, retração econômica e aumento do desemprego, que bateu 7,9% no segundo trimestre de 2026. Segundo Eduardo Donza, pesquisador do Observatório da Dívida Social da Universidade Católica Argentina (UCA), o principal problema atual é a insegurança no trabalho, que força as famílias a buscarem fontes alternativas de renda nas ruas. Agustín Salvia, diretor do mesmo observatório, destacou que entre 400 mil e 450 mil pessoas caíram na pobreza a cada trimestre no último ano.

Em resposta aos números, o ministro da Economia, Luis Caputo, argumentou que, apesar da alta recente, as taxas de pobreza e indigência ainda apresentam forte queda quando comparadas ao primeiro semestre de 2024, início do atual mandato, quando a pobreza chegou a 52,9%. No entanto, o cenário político impõe pressão crescente sobre a gestão de Milei visando as eleições presidenciais de 2027, especialmente com as projeções da UCA indicando que a pobreza pode alcançar 35% até o final de 2026.

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