Mercado Livre passa a vender remédios com retenção de receita
Gigante do e-commerce aposta em farmácia própria e entrega rápida para dominar conveniência diária.
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O Mercado Livre deu mais um passo em sua estratégia de conveniência ao iniciar, na última sexta-feira (25 de setembro de 2026), a comercialização de medicamentos sujeitos à prescrição médica e retenção de receita, como antibióticos e análogos de GLP-1. A operação ocorre por meio de uma farmácia própria da companhia, com validação obrigatória do receituário por um farmacêutico antes da liberação do pedido.
Para apoiar a nova categoria, a empresa lançou o serviço logístico "Envios Agora", uma modalidade de entrega em até 60 minutos para itens de até 15 kg, disponível inicialmente em regiões selecionadas da cidade de São Paulo. A expansão no setor farmacêutico acontece após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspender, em agosto de 2026, medidas preventivas que restringiam a venda e a publicidade de medicamentos na plataforma.
Fernando Yunes, líder do Mercado Livre no Brasil e vice-presidente executivo de Commerce para a América Latina, explicou que a empresa começou com medicamentos isentos de prescrição e evoluiu gradativamente com responsabilidade. Segundo o executivo, a busca por remédios na plataforma é alta e a categoria apresenta uma taxa de conversão superior à de outros produtos. O modelo de venda de medicamentos com retenção de receita já é operado pela companhia em países como México, Colômbia, Argentina e Chile.
A partir da primeira quinzena de outubro de 2026, a plataforma pretende expandir a operação para o modelo de marketplace, conectando farmácias parceiras diretamente aos consumidores. A meta é integrar cerca de 20 redes terceiras em São Paulo até o final do ano. Em resposta ao avanço da empresa de e-commerce, a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) declarou que questionará a Anvisa sobre a legalidade da operação.