Lynas compra projeto de terras raras em MG por R$ 3,5 bi
Australiana investe R$ 3,5 bilhões em projeto de terras raras em Minas Gerais, buscando expandir produção global.
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A empresa australiana Lynas Rare Earths anunciou nesta quinta-feira (1º) um acordo para adquirir 100% da também australiana Meteoric Resources. A transação, avaliada em cerca de A$ 968 milhões (aproximadamente R$ 3,5 bilhões), garante à compradora o controle do Projeto Caldeira, localizado em Caldas, no Sul de Minas Gerais.
O Projeto Caldeira é considerado um dos maiores depósitos de terras raras em argila iônica fora da China. A operação será realizada por meio de troca de ações, onde os acionistas da Meteoric receberão 0,0207 ações da Lynas para cada papel que possuem. Além disso, a Lynas fornecerá uma linha de financiamento de até A$ 110 milhões para apoiar o desenvolvimento do projeto durante o processo de aquisição.
O presidente do Conselho da Lynas, Prof. John Humphrey, afirmou que a expansão das operações para um novo país ajudará a empresa a manter sua posição de liderança na cadeia de suprimentos global de terras raras. A expectativa é que o negócio seja concluído até março de 2027, após envio de detalhes aos acionistas em dezembro de 2026 e votação em assembleia prevista para janeiro de 2027.
A conclusão da compra depende de aprovações regulatórias e judiciais, além da homologação da mudança de controle pelo governo brasileiro, por meio do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), conforme nova lei sancionada em setembro de 2026.
O anúncio ocorre em meio a um pedido de auditoria protocolado em setembro pelo subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), Lucas Rocha Furtado. O pedido visa investigar os órgãos federais que licenciam e fiscalizam projetos de terras raras no Sul de Minas Gerais, motivado por preocupações com impactos ambientais e à saúde pública levantadas por uma comitiva interministerial.
Em nota, a Meteoric Resources destacou sua confiança na robustez dos estudos técnicos, ambientais e sociais que fundamentam o licenciamento do projeto, embora tenha reconhecido que dúvidas e questionamentos sobre o tema são legítimos.