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Japão garante aos EUA que primeira-ministra não é reflacionista

Governo japonês busca acalmar mercados e afastar temores de volta a estímulos fiscais agressivos.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, declarou nesta terça-feira (29) que assegurou ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, não adotará políticas reflacionistas. O objetivo da comunicação é afastar especulações do mercado sobre um possível retorno aos estímulos agressivos da era conhecida como Abenomics.

A declaração pública ocorre após uma conversa telefônica entre as autoridades na semana anterior. O mercado financeiro vinha demonstrando preocupação com a agenda fiscal do governo Takaichi, temendo gastos expansionistas que pressionaram os rendimentos dos títulos públicos japoneses e aumentaram a volatilidade do iene. O Tesouro americano também havia sinalizado ressalvas sobre elementos remanescentes de estímulo, defendendo foco no combate à inflação e na disciplina fiscal.

Durante a coletiva de imprensa, Katayama enfatizou que a própria primeira-ministra já negou ser uma reflacionista. A ministra também abordou a situação cambial, classificando a subvalorização do iene como problemática e reafirmando o compromisso de manter a ordem no mercado. O alinhamento discursivo foi reforçado pelo ministro da Economia, Minoru Kiuchi, que declarou recentemente que a fase de flexibilização monetária e gastos fiscais ágeis chegou ao fim.

Para o futuro, o governo japonês busca consolidar a imagem de uma agenda econômica responsável e proativa. Katayama garantiu que manterá uma comunicação estreita com Washington, trabalhando em conjunto com os Estados Unidos para assegurar a estabilidade dos mercados cambiais e afastar desconfianças sobre a condução fiscal do país.

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