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Ibovespa recua 0,95% na semana com IPCA-15 e cenário externo

Inflação e incertezas políticas pesam sobre bolsa, enquanto ações de varejo e consumo se destacam em meio à volatilidade.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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O Ibovespa encerrou a semana de 20 a 26 de setembro de 2026 com uma desvalorização acumulada de 0,95%. No último pregão, realizado na sexta-feira (25), o principal índice da bolsa brasileira recuou 0,27%, fechando aos 183.476,86 pontos. O mercado foi impactado por dados de inflação acima do esperado e pela volatilidade no cenário internacional.

A divulgação do IPCA-15 de setembro, que registrou alta de 0,70%, superou as expectativas do mercado, que previam 0,53%. Esse resultado reforçou a cautela dos investidores em relação à política monetária e à trajetória da taxa Selic. Além disso, o cenário político local, com a proximidade das eleições e pesquisas apontando uma disputa acirrada, adicionou incerteza ao ambiente de negócios.

No cenário corporativo, a ação da Azzas 2154 (AZZA3) foi o principal destaque positivo da semana, com uma disparada de 12,97%. O movimento foi impulsionado pela expectativa de propostas pela marca Farm Rio. Segundo Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos da AW Capital, o ativo negocia a preços descontados e uma possível transação poderia gerar dividendos extraordinários. Outras altas relevantes incluíram Magazine Luiza (MGLU3), com avanço de 7,30%, e Auren (AURE3), que subiu 3,30%.

Por outro lado, o setor de energia e petróleo pressionou o índice negativamente, influenciado pela queda nos preços internacionais do barril tipo Brent, que recuou para US$ 104,32 na sexta-feira. A Petrobras (PETR4) registrou queda de 2,58% no último pregão. Entre as maiores baixas semanais, destacaram-se Ultrapar (UGPA3) com recuo de 5,77%, Vibra (VBBR3) com perda de 4,96% e Hapvida (HAPV3) caindo 3,10%.

No exterior, os investidores acompanharam a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Lucas Xavier, head da mesa de renda variável da AW Capital, destacou que os títulos de 10 anos atingiram patamares próximos a 5,15%, níveis não vistos desde 2007, aumentando a cautela global. O mercado também segue atento às negociações entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz, aguardando possíveis desdobramentos nos próximos dias.

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