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Gasto federal engessa orçamento e encarece crédito no país

Gastos obrigatórios crescem e apertam contas públicas, elevando custo do dinheiro e restringindo crédito para empresas e famílias.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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O crescimento das despesas obrigatórias do governo federal, impulsionado principalmente pelos pagamentos de aposentadorias do INSS, tem reduzido a margem para o ajuste das contas públicas e pressionado o custo do dinheiro no Brasil. Como consequência, a oferta de crédito por bancos e fintechs fica limitada, tornando os empréstimos mais caros para famílias e empresas.

O cenário foi debatido por especialistas do mercado financeiro durante o evento Inter Invest Summit 2026, realizado no último sábado (26), na Arena MRV, em Belo Horizonte. Participaram das discussões os economistas Christopher Garman, Rafaela Vitoria, Gustavo Sung e Márcio Gomes. O consenso entre os analistas é de que o mercado exige uma correção fiscal mais robusta, dada a escassez de recursos livres no Orçamento para novos investimentos ou cortes de gastos.

Para ilustrar a rigidez das contas públicas, Gustavo Sung, sócio e economista-chefe da Suno Research, comparou o Orçamento federal a uma pizza, ressaltando que a maior fatia já possui destino certo. Segundo o especialista, trata-se de um Orçamento quase todo carimbado, apontando que cerca de 40% dos gastos governamentais são direcionados apenas para o pagamento de aposentadorias.

Essa estrutura de despesas engessadas mantém o cenário de juros elevados e restrição fiscal no país. Sem espaço para manobras no caixa do governo, as instituições financeiras enfrentam maiores custos de captação, o que impacta diretamente a capacidade do sistema financeiro de conceder crédito de forma mais acessível à população e ao setor produtivo.

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