Dólar sobe com pressão externa e cautela eleitoral
Cenário internacional e incertezas eleitorais impulsionam a moeda americana, enquanto bolsa brasileira reage com cautela.
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A moeda norte-americana iniciou a quinta-feira (1º) em alta, refletindo a tensão no mercado internacional e a expectativa dos investidores em relação ao cenário político brasileiro. Por volta das 9h10, o dólar registrava valorização de 0,24%, cotado a R$ 5,1862. Ao longo da manhã, a divisa manteve a tendência de alta, atingindo R$ 5,2198 perto das 12h, um avanço de 0,87%.
No mercado de ações, o Ibovespa começou o pregão com leve alta de 0,42%, aos 187.122 pontos, mas inverteu o sinal. Por volta do meio-dia, o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,56%, aos 185.300,11 pontos.
O cenário externo exerce forte influência sobre os negócios. Os preços do petróleo operam em alta, com o barril do Brent acima de US$ 100, pressionados por ataques no Estreito de Ormuz e pela suspensão de exportações de derivados pela China. Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro atingiram máximas em 24 anos, mantendo a pressão sobre os juros longos, apesar de dados de inflação (PCE) abaixo do esperado na véspera. O mercado aguarda discursos de dirigentes do Federal Reserve e o relatório de emprego (payroll) na sexta-feira.
No âmbito doméstico, a cautela prevalece a poucos dias do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4). Os investidores aguardam a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha no início da noite e o debate presidencial na TV Globo.
Analistas apontam que o cenário favorece uma postura defensiva. Lucas Galdino, especialista de câmbio na B&T XP, destaca que o avanço do petróleo e dos juros americanos impulsiona a demanda por dólares. Já Teresa Alves, analista da Goldman Sachs, avalia que as mudanças nas políticas econômicas após as eleições terão mais impacto no câmbio do que o resultado em si.