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Diretora do Fed alerta para alta da inflação impulsionada por IA

Diretora do Fed aponta IA e petróleo como fatores que podem elevar preços nos EUA.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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A diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook, afirmou nesta segunda-feira (28) que a economia dos Estados Unidos deve enfrentar novas pressões inflacionárias nos próximos meses. O alerta foi feito durante uma conferência sobre tecnologias emergentes na Califórnia, onde a autoridade monetária destacou o impacto do setor de inteligência artificial (IA) e dos preços do petróleo no custo de vida americano.

Segundo Cook, os pesados investimentos em infraestrutura de IA, que incluem data centers, chips e softwares, têm gerado um aumento expressivo na demanda e nos custos de setores como energia e construção. Somado a isso, as interrupções nas cadeias de suprimentos globais, agravadas pelo conflito no Oriente Médio, continuam a pressionar os preços do petróleo no mercado internacional.

Embora a diretora reconheça que a inteligência artificial trará ganhos de produtividade e um efeito desinflacionário no médio prazo, ela descartou que esse alívio ocorra ainda este ano. "Atualmente, antecipo que os ganhos de produtividade proporcionarão uma modesta desinflação nos próximos anos. No entanto, não espero que esses efeitos cheguem a tempo de compensar a pressão inflacionária crescente ainda este ano", declarou.

O cenário desafiador ocorre logo após o Fed elevar a taxa básica de juros, em setembro de 2026, para o patamar de 3,75% a 4,00%, o primeiro aumento em três anos. A medida busca conter a inflação americana, que se mantém acima da meta oficial de 2% há mais de cinco anos. Para Cook, o mercado de trabalho resiliente indica que a economia está bem posicionada para suportar a política monetária restritiva.

Sobre os próximos passos do banco central americano, a diretora manteve uma postura cautelosa e dependente dos indicadores econômicos. Ela ressaltou que a magnitude de eventuais novos ajustes nos juros será determinada pela reação da economia às medidas já adotadas e pelos dados de inflação e emprego que serão divulgados nos próximos meses.

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