Brasil cria 165,8 mil empregos formais em agosto
Saldo positivo em agosto supera projeções, mas acumulado do ano aponta desaceleração na criação de vagas formais.
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A economia brasileira registrou a criação de 165.827 postos de trabalho com carteira assinada em agosto de 2026. O saldo positivo, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), é resultado de 2.294.563 admissões contra 2.128.736 desligamentos no período.
O resultado do mês superou as expectativas do mercado financeiro e representa uma alta de 7,2% em comparação com agosto de 2025, quando foram abertas 154.683 vagas. Com o desempenho, o estoque total de empregos formais no país atingiu 48.244.696 vínculos ativos. O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.410,74.
Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo na geração de empregos em agosto. O setor de serviços liderou com a criação de 110.346 vagas, seguido pela construção civil (20.848), indústria (16.613), comércio (16.565) e agropecuária (1.452).
Apesar do saldo positivo no mês, o acumulado do ano mostra desaceleração. De janeiro a agosto de 2026, foram criados 1.134.033 novos postos, o menor saldo para o período desde 2020 e uma queda de 25,2% em relação aos mesmos meses de 2025. Na série histórica do Novo Caged, iniciada em 2020, o resultado de agosto de 2026 é o segundo pior para o mês.
O ministro interino do Trabalho e Emprego, Francisco Macena, destacou a recuperação do comércio varejista e o crescimento da indústria e da construção civil. No entanto, Macena pontuou que o resultado de agosto ficou abaixo das expectativas da pasta, atribuindo parte do desempenho a fatores externos, como o que chamou de 'tarifaço dos Estados Unidos'.