Avanço da safra nos EUA leva soja à mínima de 11 semanas
Colheita acelerada nos EUA pressiona preços da soja, que se aproxima de mínima de 11 semanas.
(Reprodução/Investing BR Economia)
Os contratos futuros da oleaginosa na Bolsa de Chicago registraram forte queda nesta segunda-feira (2), pressionados pelo ritmo acelerado dos trabalhos de campo na reta final da colheita norte-americana.
O patamar atingido é o mais baixo registrado desde 19 de agosto, marcando uma reversão no mercado que, no mês anterior, havia alcançado a maior cotação em cerca de três anos. Desde o pico recente, os futuros já acumulam perdas de 9%.
A principal força de baixa sobre as cotações é o relatório de progresso de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Até o último domingo (1º), a colheita no país atingiu 88% da área cultivada, superando a média histórica de 84% para o período. A expectativa de uma produção recorde no mercado americano tem gerado um excesso de oferta que ofusca a demanda firme por parte da China.
Além do cenário agrícola, a desvalorização do petróleo bruto contribuiu para o movimento negativo, uma vez que preços menores da energia pressionam o setor de biocombustíveis. Analisando o comportamento do mercado, o corretor da FuturesOne, Matt Wiegand, resumiu o cenário atual afirmando que a tendência mais provável tem sido de queda.
Nos próximos dias, operadores e analistas seguirão monitorando as atualizações semanais do USDA para confirmar o encerramento da colheita nos Estados Unidos. Paralelamente, as atenções começam a se voltar para o desenvolvimento da safra 2026/27 no Brasil, que poderá ditar os novos rumos das cotações globais.
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