Rendimento do Treasury atinge máxima de 24 anos
Rendimentos de títulos do Tesouro dos EUA disparam a máximas de 24 anos com pressão de venda e juros altos.
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O mercado global de títulos sofreu uma intensa pressão de venda nesta quinta-feira (1º), elevando os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA a patamares não vistos desde 2002.
O rendimento do Treasury de 10 anos atingiu a marca de 5,3% a 5,34% durante o dia, enquanto o título de 30 anos subiu para cerca de 5,65% a 5,68%. Houve uma tentativa de estabilização no final da manhã nos EUA, com o rendimento do título de 10 anos recuando para a casa dos 5,26% a 5,27%.
A pressão vendedora é impulsionada por preocupações com a inflação, alimentada pela alta nos preços da energia e incertezas geopolíticas. Dados econômicos resilientes, como a revisão para cima do PIB do 2º trimestre (2,2%) e um mercado de trabalho sólido, reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve precisará manter os juros elevados por mais tempo.
Priya Misra, estrategista do JPMorgan, descreveu a dinâmica atual como um 'ciclo vicioso', que pode se intensificar caso os dados de emprego venham mais fortes do que o esperado. O vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, afirmou que o banco central tem 'mais espaço para se concentrar no combate à inflação' e que a economia dos EUA está 'bem próxima' do pleno emprego.
A alta dos yields encarece o financiamento para empresas e hipotecas, pressiona as finanças públicas e tem gerado volatilidade nos mercados de ações globais. O mercado aguarda agora a divulgação do relatório oficial de empregos (payroll) dos EUA, prevista para sexta-feira (2), considerado um indicador crucial para as futuras decisões de política monetária do Fed.