Pular para o conteúdo

Renda de pessoas com deficiência é 30% menor, aponta IBGE

Profissionais com deficiência recebem menos e têm menor acesso a empregos, aponta levantamento do IBGE.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que profissionais com deficiência enfrentam forte desigualdade salarial e de ocupação no mercado de trabalho nacional.

A segunda edição da pesquisa "Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais no Brasil", divulgada na sexta-feira (18), mostra que o rendimento médio mensal desse grupo foi de R$ 2.053 em 2022. O valor representa uma defasagem de 30% em relação aos R$ 2.890 recebidos por trabalhadores sem deficiência. Além da diferença salarial, o nível de ocupação é significativamente menor: apenas 29% das pessoas com deficiência em idade laborativa estavam empregadas, contra 55,8% do restante da população.

A disparidade é explicada, em parte, pela concentração desses profissionais em setores com remunerações historicamente mais baixas. O estudo aponta maior presença de pessoas com deficiência em atividades como serviços domésticos, agropecuária, alojamento e alimentação. Com isso, a renda proveniente do trabalho tem um peso menor no orçamento dessas famílias, que passam a depender mais de benefícios sociais, aposentadorias e pensões.

Os dados, baseados no Censo Demográfico de 2022 e em cruzamentos com outras bases governamentais, indicam que o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais. A divulgação do relatório ocorre estrategicamente às vésperas do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, evidenciando também desvantagens persistentes em áreas como educação e representatividade política.

Compartilhar