Justiça condena rede de drogarias a reforçar segurança no ES
Justiça determina botões de pânico e vigilância privada para proteger funcionários de farmácias contra assaltos.
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Decisão do TRT-17 determina instalação de botões de pânico e contratação de vigilância privada para proteger trabalhadores no Espírito Santo, além de multa de R$ 100 mil por danos morais coletivos.
A decisão atende a uma ação civil pública movida pelo sindicato dos farmacêuticos do estado, que denunciou a ocorrência frequente de assaltos à mão armada nos estabelecimentos.
A rede também deverá incluir os riscos psicossociais decorrentes de assaltos, ameaças com armas e situações com reféns em seu Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Durante o processo, o sindicato argumentou que as táticas preventivas adotadas anteriormente pela empresa focavam apenas na proteção do patrimônio, negligenciando a integridade física e mental dos funcionários. Em sua defesa, a rede de drogarias alegou que a segurança pública é dever do Estado e que o comércio farmacêutico não se enquadra como atividade de risco acentuado, ressaltando que já utilizava câmeras e realizava treinamentos.
Os magistrados entenderam que, apesar de o setor não ser classificado como de risco acentuado, a recorrência dos crimes configura um perigo concreto que exige ações preventivas por parte do empregador.