Juros futuros avançam com pressão do dólar e petróleo a US$ 100
Juros futuros sobem com dólar em alta e petróleo acima de US$ 100, refletindo incertezas eleitorais e geopolíticas.
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As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a quinta-feira (1º) em alta, impulsionadas pela valorização do dólar ante o real e pela escalada do petróleo no mercado internacional. O cenário reflete a cautela dos investidores às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil e as tensões geopolíticas no Oriente Médio.
No fechamento do mercado, o dólar registrou alta de 0,88%, cotado a R$ 5,2204. O movimento cambial foi acompanhado pelo avanço do petróleo Brent, que superou a marca de US$ 100 por barril, atingindo US$ 102,58 no fim da tarde. Como reflexo, a curva de juros brasileira ganhou prêmio de risco. A taxa do DI para janeiro de 2028 passou de 13,552% para 13,565%, enquanto o contrato para janeiro de 2035 saltou de 13,976% para 14,11%.
Especialistas apontam que a combinação de fatores internos e externos justifica o movimento. Gustavo Danilo, especialista em renda fixa da Manchester Investimentos, destacou que a abertura da curva de juros, especialmente nos prazos mais longos, evidencia a exigência de maior prêmio pelos investidores. Já André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, ressaltou que, além do peso do cenário eleitoral no desempenho do real, a valorização das commodities agrícolas e do próprio petróleo também exerce forte influência sobre os ativos locais.
O mercado financeiro segue em compasso de espera para o pleito marcado para o próximo domingo (5). Paralelamente, os agentes econômicos continuam monitorando os desdobramentos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, bem como as sinalizações do Federal Reserve (Fed) sobre o futuro da política monetária norte-americana, fatores que mantêm a volatilidade em alta.