Investimentos brasileiros nos EUA batem US$ 22,1 bilhões: visto L-1 vira porta de entrada para empresários
Com a expansão das empresas brasileiras nos EUA, o visto L-1 ganha espaço entre empresários que buscam abrir ou ampliar operações no país
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A internacionalização de empresas brasileiras para os Estados Unidos vem ganhando força. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os investimentos produtivos brasileiros nos EUA somaram um estoque de US$ 22,1 bilhões em 2024, alta de 52,3% em relação a 2014.
Ao menos 70 empresas brasileiras mantêm operações produtivas em 23 dos 50 estados americanos, com presença principalmente nos setores de alimentos e bebidas, plásticos, produtos de consumo e software.
Esse movimento também muda a estratégia de empresas que antes atuavam nos Estados Unidos apenas por meio de exportações. Com o crescimento dos negócios, algumas passam a considerar a abertura de uma operação própria, a contratação de funcionários no país e a transferência de executivos brasileiros.
É nesse contexto que o visto L-1 pode ser utilizado por empresas que desejam expandir suas operações para os Estados Unidos. A categoria permite a transferência de determinados executivos, gerentes ou profissionais com conhecimento especializado para uma filial, subsidiária ou empresa afiliada no país.
O visto também pode ser utilizado em processos de abertura de uma nova operação americana vinculada à empresa brasileira, desde que os requisitos da categoria sejam atendidos. A proposta é permitir que profissionais que já atuam na organização possam participar diretamente da expansão internacional.
Segundo a Jumpstart, startup que auxilia empresários e profissionais brasileiros em processos de visto para os Estados Unidos, empresas com faturamento anual a partir de R$ 2 milhões e pelo menos 10 funcionários em regime CLT já podem ter estrutura para avaliar um processo de L-1.
Entre os vistos procurados por empreendedores brasileiros estão o L-1 e o O-1, mas as categorias têm objetivos diferentes. Enquanto o L-1 está ligado à transferência de profissionais dentro de uma estrutura empresarial internacional, o O-1 é destinado a profissionais que conseguem comprovar habilidades extraordinárias em suas áreas.
Segundo a Jumpstart, os dois modelos concentram parte relevante da procura entre seus clientes e apresentam taxa de aprovação superior a 90% nos processos acompanhados pela empresa.
A Jumpstart também trabalha com um modelo em que o cliente não paga caso o processo não seja aprovado. A empresa atende tanto fundadores individuais quanto negócios brasileiros que buscam estabelecer uma operação nos Estados Unidos.