Inadimplência do poder público em seguros gera impasse jurídico
Nova Lei de Licitações impõe regras específicas para seguradoras em caso de atraso de pagamento por órgãos públicos.
Foto: Reprodução
A contratação de apólices por entes governamentais exige atenção das seguradoras, uma vez que a relação não segue apenas as normas do mercado privado, mas também a Nova Lei de Licitações.
Um artigo técnico publicado no portal Consultor Jurídico analisa as implicações legais quando a Administração Pública atrasa o pagamento de prêmios de seguros. De acordo com o texto, de autoria do advogado Mauro Pizzolatto, especialista em licitações e contratos administrativos, a situação coloca as empresas do setor em uma posição peculiar. Isso ocorre porque a apólice passa a integrar um contrato regido pela Lei nº 14.133/2021.
Sob essa legislação, as seguradoras enfrentam limites específicos que não existem nas relações estritamente privadas. Em um contrato comum, a falta de pagamento poderia resultar na suspensão imediata da cobertura ou na rescisão do acordo. No entanto, quando o segurado é o poder público, essas medidas não podem ser aplicadas de forma automática, exigindo que as empresas compreendam as restrições impostas pelo regime de direito público.
Pizzolatto destaca que, embora a operação seja tipicamente securitária, a submissão às regras administrativas demanda uma gestão diferenciada dos contratos vigentes e futuros. A análise serve como orientação para que as seguradoras ajustem seus procedimentos e avaliem os riscos jurídicos ao lidar com eventuais atrasos nos pagamentos por parte de órgãos governamentais.