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Inadimplência do poder público em seguros gera impasse jurídico

Nova Lei de Licitações impõe regras específicas para seguradoras em caso de atraso de pagamento por órgãos públicos.

Not Journal 08 Sep 2026
Foto: Reprodução

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A contratação de apólices por entes governamentais exige atenção das seguradoras, uma vez que a relação não segue apenas as normas do mercado privado, mas também a Nova Lei de Licitações.

Um artigo técnico publicado no portal Consultor Jurídico analisa as implicações legais quando a Administração Pública atrasa o pagamento de prêmios de seguros. De acordo com o texto, de autoria do advogado Mauro Pizzolatto, especialista em licitações e contratos administrativos, a situação coloca as empresas do setor em uma posição peculiar. Isso ocorre porque a apólice passa a integrar um contrato regido pela Lei nº 14.133/2021.

Sob essa legislação, as seguradoras enfrentam limites específicos que não existem nas relações estritamente privadas. Em um contrato comum, a falta de pagamento poderia resultar na suspensão imediata da cobertura ou na rescisão do acordo. No entanto, quando o segurado é o poder público, essas medidas não podem ser aplicadas de forma automática, exigindo que as empresas compreendam as restrições impostas pelo regime de direito público.

Pizzolatto destaca que, embora a operação seja tipicamente securitária, a submissão às regras administrativas demanda uma gestão diferenciada dos contratos vigentes e futuros. A análise serve como orientação para que as seguradoras ajustem seus procedimentos e avaliem os riscos jurídicos ao lidar com eventuais atrasos nos pagamentos por parte de órgãos governamentais.

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