Governo avalia leilão para assumir dívidas antigas de famílias
Governo estuda comprar dívidas antigas de famílias em leilões para limpar nomes e reaquecer economia.
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O Ministério da Fazenda está estruturando um novo programa focado na aquisição de dívidas antigas de famílias brasileiras. A medida, que prevê a realização de leilões de débitos considerados irrecuperáveis pelas instituições financeiras, tem como objetivo limpar o nome dos devedores e restaurar o poder de compra afetado desde a pandemia.
A proposta busca viabilizar a compra dessas pendências, tanto bancárias quanto não bancárias, com a aplicação de um deságio que pode chegar a 95% sobre o valor total. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a intenção é realizar a operação com o menor impacto fiscal possível para as contas públicas, possivelmente utilizando a Empresa Gestora de Ativos (Emgea), estatal federal de recuperação de crédito.
O plano é tratado pelo governo como uma continuidade das ações iniciadas com o programa Desenrola. Durigan classificou as iniciativas como vacinas contra o endividamento recorde herdado do período pandêmico. O ministro explicou que, como os bancos já consideram essas dívidas perdidas, a intervenção estatal por meio de leilões é um caminho viável para reabilitar o crédito dos cidadãos e melhorar o balanço das instituições financeiras, que vêm adotando posturas mais restritivas.
A operacionalidade exata do programa ainda está em fase de definição. Nos próximos dias, o desenho final da proposta será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avaliação. Caso receba o aval do Executivo, a expectativa é que o novo mecanismo de renegociação seja efetivado a partir do início de 2027.