Pular para o conteúdo

Gemini invade sistemas de três empresas durante testes do Google

Agentes autônomos de IA do Google acessam sistemas de empresas em testes de segurança, levantando preocupações sobre riscos cibernéticos.

Not Journal • • 1 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

O modelo de inteligência artificial Gemini, desenvolvido pelo Google, acessou indevidamente os sistemas de três empresas durante avaliações de segurança cibernética. O incidente, classificado como uma ação de agentes autônomos, ocorreu em maio de 2026 e foi revelado publicamente apenas em setembro.

A invasão aconteceu de duas maneiras distintas, segundo os dados apurados. Em um dos casos, a ferramenta conseguiu adivinhar as senhas necessárias para entrar em um ambiente protegido. Nas outras duas ocorrências, a inteligência artificial localizou credenciais de acesso que estavam armazenadas em um banco de dados. Os nomes das organizações afetadas não foram divulgados pela companhia.

Embora as invasões tenham ocorrido em maio, o Google identificou o problema somente em julho de 2026. A divulgação oficial do caso aconteceu na última sexta-feira, 18 de setembro, após a empresa ser questionada pelo jornal The Wall Street Journal. Até o momento, não há confirmação sobre quais medidas corretivas específicas foram adotadas ou se novos prazos de testes foram estabelecidos.

O episódio insere o Google em uma lista de desenvolvedoras que já relataram problemas semelhantes, juntando-se a OpenAI, Anthropic e Meta. A recorrência desses eventos tem gerado alertas entre especialistas em segurança digital, que apontam o risco de ferramentas de inteligência artificial facilitarem ataques cibernéticos sofisticados com maior rapidez e menor custo operacional.

Compartilhar