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Escolas são incendiadas na França em meio a protestos estudantis

Protestos por melhorias na educação na França ganham contornos violentos com incêndios e confrontos.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Uma onda de manifestações estudantis na França escalou para episódios de violência nesta quinta-feira (1º), resultando em incêndios em pelo menos duas instituições de ensino e na detenção de quase 2 mil pessoas. O movimento, que começou há cerca de uma semana cobrando melhorias na infraestrutura educacional, afeta agora mais de mil escolas e universidades no país.

Os casos mais graves foram registrados nas escolas Saint-Exupéry, em Marselha, e Nelson Mandela, em Nantes, que foram atingidas por chamas. Em Marselha, a situação se agravou quando manifestantes incendiaram um caminhão do corpo de bombeiros que tentava conter o fogo. Além disso, a diretora da escola secundária Victor Hugo, também na cidade, ficou ferida após ser atacada com gasolina. O esvaziamento da unidade em Nantes foi confirmado por Olivier Chateau, assessor da prefeitura local.

O balanço das autoridades aponta para 1.949 prisões até o momento. Os confrontos deixaram 284 policiais, 65 funcionários da educação e 170 alunos feridos. Diante da escalada, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, convocou uma reunião de crise e solicitou que seus ministros não viajassem. O Ministério do Interior declarou que os atos perderam a legitimidade das reivindicações iniciais e assumiram características de violência urbana.

Inicialmente, os estudantes protestavam contra a falta de professores, calor excessivo e salas superlotadas. O governo acusa a extrema-esquerda de incitar o caos, mas Manuel Bompard, coordenador do partido França Insubmissa, rechaçou as acusações. Ele pediu que o governo não ceda a teorias da conspiração e afirmou que o movimento espontâneo surgiu da exasperação com condições inaceitáveis. O sentimento é ecoado por alunos como Lola, que relatou à agência AFP a necessidade de ir às ruas por não serem ouvidos.

Tentando conter a crise, o ministro da Educação, Edouard Geffray, anunciou que receberá representantes do movimento estudantil nesta sexta-feira (2). O encontro busca abrir um canal de diálogo após 1.027 instituições de ensino relatarem incidentes, incluindo 222 bloqueios totais de acesso em todo o território francês.

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