Pular para o conteúdo

Culto durante licença médica valida demissão de operário

Atividade como pastor durante afastamento médico configura quebra de confiança e justifica demissão por justa causa.

Not Journal • • 1 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A Justiça do Trabalho de São Paulo confirmou a demissão por justa causa de um operador de produção que participava ativamente de cultos religiosos enquanto estava afastado do emprego por recomendações médicas. A decisão considerou que a conduta do funcionário rompeu a confiança necessária para a relação trabalhista.

No entanto, a empresa reuniu imagens das redes sociais da igreja comprovando que, durante os períodos de licença, o funcionário atuava presencialmente como pastor. Em um dos episódios, enquanto estava afastado por dores no pescoço e ombros (cervicalgia), ele foi fotografado palestrando em pé.

A defesa alegou que a dispensa violava a liberdade religiosa do trabalhador e desrespeitava uma estabilidade prevista em acordo coletivo, além de acusar a empresa de ignorar suas limitações físicas.

A juíza substituta Isabela Parelli Haddad Flaitt, da 2ª Vara do Trabalho de São Caetano do Sul (SP), rejeitou os argumentos do autor. Na sentença, a magistrada destacou que o problema não reside na prática religiosa, mas na incompatibilidade entre as justificativas de saúde apresentadas à empresa e as atividades exercidas publicamente no mesmo período, o que configurou quebra da fidúcia. A decisão ainda cabe recurso.

App NotJournal em breve

Assine o Not Journal

Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.

Em breve
App NotJournal
Notícias e Terminal no celular
Conta grátis
  • Notícias dos seus temas
  • Terminal no celular
  • Aviso de notícia nova
Criar minha conta
Plano Completo
Terminal Web Premium
R$299,90 /mês
  • Temas personalizados
  • Terminal Web completo
  • Análises profissionais
Começar agora

Compartilhar