Agenda de fintechs tem pouco espaço em planos presidenciais
Fintechs cobram atenção e garantias para inovações financeiras nos planos de governo para 2026.
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Empresas de tecnologia financeira buscam garantias de continuidade para inovações como Pix e Open Finance, mas encontram tratamento desigual nas propostas dos candidatos à presidência nas eleições de 2026.
Às vésperas do pleito, o setor de fintechs apresenta uma pauta de reivindicações estruturada, focada na manutenção da agenda de competição promovida pelo Banco Central (BC). Os temas centrais de interesse das empresas incluem o avanço do Pix, a consolidação do Open Finance e a portabilidade de crédito. No entanto, o segmento observa que essas questões recebem pouca atenção ou são abordadas de forma assimétrica nos planos de governo apresentados pelos presidenciáveis.
O principal objetivo das instituições financeiras tecnológicas é assegurar que o próximo governo ofereça suporte político para que as inovações regulatórias não sofram retrocessos. A garantia de continuidade das políticas do BC é vista pelo setor como essencial para manter a competitividade e a desconcentração do mercado bancário brasileiro ao longo dos próximos anos.
O cenário eleitoral ocorre em um momento de alta exigência técnica para o segmento. Paralelamente às articulações em busca de espaço nas plataformas políticas, as instituições financeiras precisam cumprir o prazo de 31 de dezembro de 2026 para se adequarem à Resolução Conjunta nº 18/2025 do Banco Central. A norma determina a implementação de uma rigorosa Política de Qualidade das Informações prestadas ao órgão regulador, adicionando pressão operacional às empresas do setor.