Tesouro monitora mercado após recompra de R$ 31,6 bi
Tesouro Nacional atuou com R$ 31,6 bilhões para conter volatilidade e garantir liquidez após eleição.
(Reprodução/Investing BR Economia)
O Tesouro Nacional realizou operações extraordinárias de recompra de títulos públicos nos dias 26 e 27 de outubro de 2026, somando R$ 31,6 bilhões. A medida buscou garantir liquidez ao mercado e conter a volatilidade das taxas de juros futuros, registrada após o resultado das eleições presidenciais.
As intervenções foram concentradas em títulos prefixados e indexados à inflação (NTN-B). Na primeira operação, em 26 de outubro, foram recomprados R$ 14,8 bilhões. No dia seguinte, o volume foi de R$ 16,8 bilhões. Além das recompras, o órgão cancelou leilões de venda de títulos que estavam previstos para a semana da eleição.
O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Helano Dias, afirmou em 29 de outubro que o órgão segue monitorando o mercado de títulos públicos. Segundo ele, a instituição está pronta para atuar a qualquer momento caso identifique disfuncionalidades, embora não veja necessidade de novas ações imediatas.
A forte volatilidade e a alta nos juros futuros ocorreram após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro. Agentes financeiros indicaram que o ajuste de preços foi motivado por uma troca de posições de investidores que projetavam um cenário eleitoral diferente.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou o cenário afirmando que o mercado apostava em um determinado candidato, mas a vitória do presidente Lula gerou um movimento natural de realocação de investimentos. Segundo o ministro, essa troca de posições causou um desarranjo temporário no mercado.
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