Tecnologia impulsiona recorde de super-ricos na China
Ascensão de magnatas de tecnologia impulsiona fortuna de bilionários chineses a novo recorde.
(Reprodução/G1 Economia)
O número de super-ricos na China atingiu o maior patamar já registrado, com 1.529 pessoas acumulando patrimônio superior a 5 bilhões de yuans (cerca de US$ 750 milhões ou R$ 4 bilhões). O recorde anterior, estabelecido em 2021, era de 1.460 indivíduos. O crescimento expressivo é impulsionado pela ascensão de empresários ligados a setores de tecnologia, como inteligência artificial (IA), semicondutores e robótica.
Os dados fazem parte da Hurun China Rich List, divulgada em 28 de outubro de 2026. O levantamento evidencia uma transformação no perfil da riqueza no país asiático. Segundo Rupert Hoogewerf, pesquisador-chefe do Hurun Research Institute e responsável pelo ranking, a lista reflete uma 'economia em duas velocidades'. Enquanto as fortunas ligadas à tecnologia disparam, setores tradicionais, como o imobiliário e o de consumo, enfrentam pressão e queda na geração de riqueza.
Entre os destaques da lista está Zhang Yiming, fundador da ByteDance, empresa controladora do TikTok e do Douyin. Ele retomou a liderança do ranking como a pessoa mais rica da China, com uma fortuna recorde estimada em US$ 99,7 bilhões (aproximadamente R$ 533 bilhões).
Outra novidade de peso é a estreia de Liang Wenfeng, fundador da startup de inteligência artificial DeepSeek. Ele ingressou diretamente na 7ª posição, com patrimônio avaliado em US$ 41,7 bilhões (cerca de R$ 223 bilhões). Liang não figurava em edições anteriores porque a DeepSeek, até recentemente, apresentava-se apenas como um laboratório de pesquisa, sem planos de comercialização. A expectativa é que a empresa conclua em breve uma nova rodada de financiamento, o que pode elevar ainda mais sua avaliação de mercado.
O ranking também conta com nomes consolidados no top 10, como Zhong Shanshan (Nongfu Spring), Robin Zeng (CATL), Pony Ma (Tencent), William Ding (NetEase) e Chen Tianshi (Cambricon). O levantamento aponta que cerca de 60% dos 100 primeiros colocados construíram suas fortunas em setores estratégicos alinhados ao plano de desenvolvimento tecnológico chinês, iniciado em 2015. Para Hoogewerf, 2026 marca o ano em que o projeto 'Made in China 2025' se concretizou de forma evidente na economia do país.
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