Taxas de DIs fecham mistas após oscilação com Treasuries
Juros futuros oscilam com dados dos EUA e cautela com contas públicas brasileiras.
(Reprodução/Investing BR Economia)
As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a quinta-feira (29) com comportamento misto, após operarem em leve baixa durante a manhã. O movimento inicial acompanhou o recuo dos rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro dos Estados Unidos) e do petróleo no mercado internacional, mas a tendência se inverteu para os contratos de longo prazo ao longo do dia.
No início da sessão, às 10h07, o DI para janeiro de 2028 registrava 14,355%, uma baixa de 5 pontos-base em relação ao ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2035 marcava 15,115%, recuo de 2 pontos-base. No mesmo horário, o rendimento do Treasury de 10 anos caía 4 pontos-base, para 5,003%.
O cenário externo foi influenciado pela divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos. O Produto Interno Bruto (PIB) americano cresceu 3,4% no terceiro trimestre, superando a projeção de 3,2%, o que, junto aos dados de inflação (PCE), impactou o mercado de títulos.
No mercado doméstico, a volatilidade segue elevada após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Investidores demonstram sensibilidade quanto ao controle das contas públicas, fator que já havia provocado disparada nas taxas na segunda-feira (26), logo após o resultado eleitoral.
No fechamento, a curva de juros refletiu essa instabilidade. Enquanto o DI para janeiro de 2028 manteve a queda da manhã, encerrando em 14,355%, o contrato para janeiro de 2035 ganhou força e fechou em alta de 10 pontos-base, a 15,23%. O mercado continua monitorando os desdobramentos da política econômica do governo e novos indicadores americanos.
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