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S&P reafirma nota do Magazine Luiza e prevê melhora operacional

Agência de risco mantém notas da varejista com visão positiva sobre recuperação das vendas e caixa.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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A agência de classificação de risco S&P National Ratings manteve a nota de crédito de emissor e de emissão do Magazine Luiza (MGLU3) em "brAA-" na Escala Nacional Brasil, com perspectiva estável. A decisão, formalizada em 23 de setembro de 2026, reflete a expectativa de recuperação gradual das vendas e da geração de caixa da varejista nos próximos meses.

Entre os fatores que sustentam a avaliação da agência estão a recente parceria firmada com o Mercado Livre para vendas online e a redução da concorrência em determinadas regiões, impulsionada pelo fechamento de lojas da rede Casas Bahia. Além disso, o rating de recuperação "br3" da 10ª e 13ª emissões de debêntures senior unsecured foi mantido, indicando uma expectativa de recuperação de 60% em um cenário hipotético de inadimplência.

Apesar da manutenção da nota, a S&P revisou para baixo as projeções financeiras da companhia para 2026, estimando uma receita líquida de aproximadamente R$ 39 bilhões. O ajuste ocorre após um primeiro semestre com resultados abaixo do esperado, marcado por uma queda de 2% nas vendas totais em relação ao mesmo período de 2025. Esse recuo foi pressionado por uma retração de 11,5% no e-commerce, que acabou parcialmente compensada por uma alta de 8,6% no desempenho das lojas físicas.

No que diz respeito ao endividamento, a agência projeta que a alavancagem do Magazine Luiza, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, encerre 2026 em cerca de 4,0 vezes, um aumento em relação à estimativa anterior de 3,6 vezes. Contudo, a S&P espera que esse indicador apresente um recuo no ano seguinte, retornando para a faixa de 3,0 a 3,5 vezes ao longo de 2027.

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