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Sistemas antifraude recusam até 10% de compras reais no varejo

Sistemas antifraude bloqueiam compras legítimas, gerando perdas e custos extras para o setor.

Not Journal • • 1 min de leitura
Foto: Reprodução

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O esforço do varejo para conter golpes tem gerado um efeito colateral indesejado: o bloqueio de consumidores legítimos. Dados recentes mostram que a rigidez dos sistemas de segurança afeta diretamente a experiência de compra e a receita das empresas, criando um complexo dilema operacional.

De acordo com o Relatório de Fraude 2026 da Adyen, os mecanismos antifraude chegam a barrar até 10% das transações autênticas. O levantamento aponta que metade das empresas registra um aumento nas recusas indevidas, enquanto 58% lidam com a elevação dos custos operacionais voltados para a revisão manual de transações suspeitas.

O cenário é agravado pelo crescimento da chamada fraude de primeira parte, situação em que o próprio cliente contesta uma compra de forma indevida. Esse tipo de ocorrência já atinge 44,3% dos negócios, dificultando a distinção entre golpes reais e transações legítimas. A pesquisa revela ainda que, para cada dólar perdido em fraudes de estorno, os comerciantes chegam a processar 20 dólares em reembolsos.

Para tentar equilibrar a segurança e a aprovação de vendas, o setor busca aprimorar o uso de análise comportamental e aprendizado de máquina. Além do impacto financeiro, as empresas precisam observar a legislação vigente, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que garante aos consumidores o direito de solicitar a revisão de decisões de recusa tomadas de forma automatizada.

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