Previsão do PIB brasileiro em 2026 sobe para 2%, diz OCDE
Forte consumo interno e políticas de preços sustentam otimismo da OCDE para o crescimento econômico do país.
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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para cima a estimativa de crescimento da economia brasileira, impulsionada pela força da demanda interna e por políticas de amortecimento de preços.
O relatório interino "Resistindo a choques sucessivos", divulgado nesta quarta-feira (23) em Paris pelo secretário-geral Mathias Cormann, aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 2% em 2026. A projeção anterior, feita em junho, era de 1,6%. Por outro lado, a estimativa para 2027 sofreu um leve recuo, passando de 2,1% para 1,9%. A entidade também ajustou a expectativa de inflação para o país em 2026, agora calculada em 5,1%.
O documento destaca que o desempenho positivo de economias emergentes do G20, incluindo o Brasil, a Índia e a Indonésia, foi sustentado pela resiliência do consumo doméstico. Segundo o texto da organização, políticas governamentais foram essenciais para mitigar o impacto da alta dos preços de energia sobre as famílias e as empresas.
No cenário global, a OCDE observa desafios impostos por conflitos no Oriente Médio e custos de energia, embora os investimentos em inteligência artificial ajudem a manter a atividade. O Brasil foi citado como uma exceção entre os países do G20 por registrar quedas na taxa básica de juros desde março, movimento que a entidade projeta que deve continuar nos próximos meses em linha com a trajetória de desinflação.