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PF acha 'fábrica de documentos' em apuração do caso Master

PF aponta esquema de falsificação de papéis para validar créditos milionários negociados com o BRB.

Not Journal 13 Sep 2026
Foto: Reprodução

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A Polícia Federal (PF) identificou uma suposta "fábrica de documentos" criada por funcionários do Banco Master para validar créditos vendidos ao Banco de Brasília (BRB). A descoberta ocorreu após a apreensão de um HD durante a Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025.

De acordo com a investigação, o esquema envolvia a venda de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) inexistentes. O BRB teria desembolsado R$ 7,63 bilhões em 22 operações antes da conclusão de pareceres técnicos obrigatórios.

Os documentos apreendidos também revelam práticas classificadas pela PF como "autocontratação". Em alguns casos, o Banco Master possuía autorização para assinar empréstimos em nome de clientes e, ao mesmo tempo, figurar como credor. A corporação aponta a existência de conflito de interesses, ressaltando que as posições de credor e devedor são opostas.

A viabilidade de uma operação específica de R$ 7 bilhões também é questionada. A PF indaga como uma empresa que não recebeu valores e teve a operação cancelada poderia se comprometer a recomprar carteiras nesse montante.

O caso envolve figuras como Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, preso na quarta fase da operação.

A Operação Compliance Zero apura fraudes financeiras, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e corrupção. O nome da operação faz referência à falta de controles internos no Banco Master. Em 2025, o BRB tentou adquirir a instituição, mas a transação foi vetada pelo Banco Central.

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