Pesquisa revela que 48,6% fingem trabalhar para evitar demandas
Estudo nacional revela que mais de 80% dos trabalhadores adotam atitudes para evitar demandas, indicando falha na relação com empregadores.
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Levantamento nacional aponta que comportamentos voltados a evitar mais trabalho ou resolver questões pessoais durante o expediente são comuns e refletem desconexão entre empresas e funcionários.
Quase metade dos profissionais brasileiros admite já ter fingido estar ocupada para não receber novas tarefas no trabalho. É o que revela uma pesquisa nacional conduzida pela Heach Recursos Humanos, divulgada em 19 de setembro de 2026. O estudo, que ouviu 2.487 pessoas das cinco regiões do país no início do mês, mostra que 48,6% dos entrevistados já adotaram essa prática.
O levantamento analisou oito comportamentos ligados à produtividade e à gestão do tempo no ambiente corporativo. Os resultados indicam que 86,5% dos participantes admitiram ter tido pelo menos uma dessas atitudes, que frequentemente não são notadas pelos empregadores.
Além de fingir ocupação, a pesquisa destacou outras práticas comuns durante o horário de expediente. Entre os entrevistados, 69,4% afirmaram já ter buscado outro emprego sem avisar a empresa atual, enquanto 66,8% disseram resolver assuntos pessoais no horário de trabalho. O estudo também apontou que 54,7% participaram de entrevistas de emprego durante o expediente e 51,2% relataram estar trabalhando quando, na verdade, faziam atividades pessoais. Outros 39,7% admitiram inventar ou exagerar justificativas para atrasos ou ausências.
Para o CEO da Heach Recursos Humanos, Elcio Teixeira, os dados refletem uma desconexão entre as expectativas das companhias e a realidade vivida pelos colaboradores. Ele ressalta que uma organização pode acreditar ter uma equipe estável enquanto parte dos profissionais já avalia outras oportunidades.
Teixeira avalia que a resposta para esse cenário não está em aumentar o controle sobre os funcionários. Segundo o executivo, a solução passa pela construção de ambientes de trabalho baseados na confiança, no diálogo, em lideranças qualificadas e na compreensão das necessidades dos trabalhadores.