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Países europeus retiram reservas de ouro dos Estados Unidos

Europa repatriar ouro de reservas nos EUA por receio de instabilidade e acesso restrito.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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Em meio a receios sobre a estabilidade geopolítica, bancos centrais da Europa iniciaram um movimento de repatriação e realocação de suas reservas de ouro mantidas na América do Norte. A medida busca garantir acesso facilitado ao ativo em cenários de crise e incerteza institucional.

O Banco Central da Holanda (DNB) anunciou em 2 de setembro de 2026 a transferência de aproximadamente 86 toneladas métricas de ouro que estavam armazenadas nos Estados Unidos e no Canadá. A operação, realizada entre março e agosto do mesmo ano, destinou parte do metal para instalações seguras na cidade holandesa de Zeist e outra parcela para o Banco da Inglaterra, em Londres. Para adequação aos padrões internacionais de negociação, a instituição também realizou vendas de barras em Nova York com recompra simultânea no mercado britânico.

A França seguiu um caminho semelhante, retirando entre 2025 e 2026 o restante de suas reservas que ainda estavam sob a guarda do Federal Reserve de Nova York. Analistas apontam que a desconfiança em relação à política do governo de Donald Trump nos Estados Unidos tem motivado o receio de que tensões diplomáticas ou sanções possam restringir o acesso europeu a esses ativos financeiros.

O ouro é tradicionalmente considerado um porto seguro contra a inflação e instabilidades. Segundo o governador do Banco Central da Holanda, Olaf Sleijpen, a realocação melhorou a negociabilidade das reservas do país. 'Esperamos nunca precisar de as usar, mas precisamos de reforçar a nossa resiliência e o nosso nível de preparação', afirmou o executivo. O debate sobre a repatriação de reservas continua ativo em outras nações do continente, como Itália e Alemanha, embora não haja prazos confirmados para novas transferências em massa.

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