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Operação mira ex-diretor do Genial em esquema de lavagem

Investigação mira ex-executivo do Genial e delator do Master em esquema de lavagem de dinheiro para setor de combustíveis e usinas.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A investigação, conduzida pelo Gaeco (Ministério Público de São Paulo), Receita Federal e polícias Civil e Militar, aponta que o esquema foi usado para a aquisição de uma grande distribuidora de combustíveis e para ocultar o controle de uma usina sucroalcooleira. A ação mira 13 pessoas físicas e 19 pessoas jurídicas, com o cumprimento de 27 mandados de busca e apreensão em 32 locais, abrangendo sete estados e o Distrito Federal.

Entre os alvos da operação estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-sócio e ex-diretor do Banco Genial; Antonio Carlos Freixo Júnior, empresário e delator no caso envolvendo o Banco Master; Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, apontados como responsáveis pela estrutura de lavagem de dinheiro; e o advogado Rogério Garcia Peres.

A engenharia financeira do esquema envolvia a simulação de empréstimos bancários formais para dar aparência legal a recursos ilícitos. Em um caso específico, a Usina Itajobi repassou R$ 100 milhões para o fundo de investimento Radford, que aplicou o valor em CDBs vinculados emitidos pelo Banco Genial. Posteriormente, o banco concedeu financiamentos via Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) para holdings recém-criadas.

A Operação Crédito Oculto é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, iniciada em agosto de 2025, que investiga a infiltração do crime organizado na economia formal, especificamente no setor de combustíveis e usinas de etanol. O Banco Genial já havia sido citado em fases anteriores e o caso também possui conexões com apurações sobre repasses financeiros destinados ao filme 'Dark Horse'.

Em nota, o Banco Genial informou que 'permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários'. O banco afirmou ainda que 'agiu dentro das suas atribuições, seguiu as normas em vigor e considerou as informações disponíveis na época'. A Receita Federal esclareceu que os recursos dos clientes do Banco Genial não estão envolvidos no esquema investigado.

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