Nubank lança operação nos EUA sob alerta de altos custos e riscos
Fintech brasileira aposta alto em expansão nos EUA, buscando atrair clientes de alta renda com produtos competitivos, mas enfrenta desafios regulatóri
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A fintech brasileira iniciou formalmente a oferta de produtos financeiros no mercado norte-americano em 10 de setembro de 2026, enfrentando um cenário de forte concorrência, exigências regulatórias e altos custos de aquisição de clientes.
A entrada nos Estados Unidos ocorre por meio de uma parceria com o Lead Bank, instituição custodiante dos depósitos, que contam com a cobertura do Federal Deposit Insurance Corporation. O portfólio inicial inclui uma conta com rendimento de 3,50% ao ano, cartões de crédito e débito com cashback de até 2%, além de ferramentas para transferências locais e remessas internacionais para Brasil, México e Colômbia. A empresa também anunciou a conta multimoeda Nu Global.
O movimento visa atender clientes de alta renda que buscam internacionalizar seu patrimônio. A operação norte-americana será liderada por Cristina Junqueira, cofundadora e agora CEO do Nubank nos EUA. O conselho de administração local será presidido por Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central do Brasil e atual vice-chairman da fintech. O CEO global, David Vélez, destacou o objetivo de expandir o modelo bancário da empresa na próxima década.
Apesar dos lucros recordes recentes, especialistas alertam que a expansão exigirá pesados investimentos. No âmbito regulatório, o Nubank possui uma aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency, obtida no início de 2026. A autorização definitiva para operar como banco nacional nos Estados Unidos ainda depende do aval do Federal Reserve e de outras agências, com expectativa de conclusão até 2027.