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Moraes manda Flávio Bolsonaro entregar passaportes à PF

Decisão do STF impede senador de deixar o país em investigação de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Not Journal • • 2 min de leitura
(Reprodução/Money Report)

(Reprodução/Money Report)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento de todos os passaportes, comum e diplomático, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com a decisão, o parlamentar fica proibido de deixar o Brasil. A medida cautelar foi expedida na noite de domingo (25), logo após o resultado das eleições presidenciais, nas quais o senador foi derrotado.

A decisão ocorre no âmbito de uma investigação que apura suposta lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal (PF) aponta indícios de que Flávio Bolsonaro seria beneficiário de recursos da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e ligada ao advogado Willer Tomaz. Além da retenção dos documentos de viagem, Moraes proibiu qualquer tipo de comunicação entre o senador e o advogado, seja de forma direta ou por interposta pessoa.

Um dos fundamentos utilizados pelo ministro do STF para a retenção dos passaportes foi uma declaração feita pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Em 23 de outubro, ele afirmou: "Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza".

Flávio Bolsonaro foi intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira (26) e tem o prazo de 24 horas para entregar os documentos. O senador relatou que foi abordado pelos agentes quando saía da residência de seu pai. Ele negou as acusações, afirmou que nunca planejou deixar o país e classificou a decisão como uma tentativa de intimidação.

"Vou entregar os meus passaportes e me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar", declarou o senador. Flávio Bolsonaro também informou que pretende preparar uma ofensiva jurídica para pedir a cassação da chapa vencedora nas eleições, composta por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, sob a alegação de suposto abuso de poder econômico.

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