Moody's descarta impacto imediato no crédito do Paraguai
Agência de rating mantém nota do Paraguai, mas alerta para fragilidades institucionais e de governança.
(Reprodução/Finance News)
Atualmente, a nota paraguaia é Baa3, com perspectiva estável. A avaliação se baseia no sólido crescimento econômico e na dívida pública relativamente baixa, estimada em cerca de 38% do Produto Interno Bruto (PIB).
Apesar de manter o rating, a Moody's alertou que a situação atual expõe fragilidades institucionais e de governança no país. A agência citou o histórico de controle fraco da corrupção e a eficácia limitada do governo como fatores de preocupação em meio ao cenário de instabilidade.
A instituição financeira digital, que detinha 8% dos empréstimos e 9% dos depósitos do sistema bancário em setembro, entrou em processo de resolução após seu índice de solvência cair para menos de 50% do mínimo exigido. O banco possuía cerca de 3 milhões de clientes e gerenciava centenas de milhões de dólares em recursos públicos.
O cenário financeiro desencadeou uma crise política, agravada pelos vínculos pessoais do então presidente Santiago Peña com o Ueno Bank.
O processo de resolução do Ueno Bank continua, com o Fundo de Garantia de Depósitos iniciando o reembolso aos clientes. Segundo a Moody's, embora a quebra da instituição crie um passivo contingente, os custos fiscais diretos devem se limitar ao suporte de liquidez fornecido pelo BCP ao fundo garantidor. No âmbito político, o Senado paraguaio ainda deve decidir sobre a continuidade do processo de impeachment, o que definirá se Peña manterá o direito a um cargo de senador vitalício.
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