Momento de recolhimento do split payment gera debate na reforma
Setor privado aponta que momento do recolhimento do split payment pode afetar fluxo de caixa das empresas.
Split payment: momento do recolhimento (Freepik)
A implementação do mecanismo de segregação automática de tributos, previsto na reforma tributária, levanta preocupações do setor privado quanto ao impacto no fluxo de caixa das empresas.
O chamado split payment tem como objetivo automatizar o pagamento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) diretamente no momento da transação financeira. A medida é defendida como um instrumento eficiente para combater a sonegação e garantir a arrecadação do fisco.
No entanto, análises recentes apontam que o principal desafio do modelo não está em sua existência, mas no momento exato em que o recolhimento é exigido. A cobrança simultânea à operação comercial pode comprometer a liquidez das companhias, exigindo ajustes técnicos para evitar prejuízos operacionais.
O debate, que ganhou destaque em publicações especializadas em direito tributário no final de outubro de 2026, reflete a necessidade de equilibrar a modernização do sistema de cobrança com a saúde financeira dos contribuintes durante a transição para as novas regras.
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