Mercado jurídico exige prática que faculdade não ensina
Graduação em Direito deixa lacunas em habilidades práticas; mercado exige preparo complementar para atuação eficaz.
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Reportagem aponta que a graduação em Direito oferece base teórica sólida, mas deixa lacunas em habilidades práticas essenciais para a atuação profissional, como negociação e uso de tecnologia.
A análise, publicada em 9 de setembro de 2026 pelo portal Consultor Jurídico (ConJur) e assinada pelo jornalista Sérgio Rodas, destaca o descompasso entre o ambiente acadêmico e as exigências reais da profissão. Segundo o texto, os estudantes chegam aos últimos anos do curso dominando disciplinas complexas, como Direito Constitucional e Processual, mas sem o treinamento adequado para lidar com o dia a dia da advocacia.
Essa deficiência formativa costuma ser percebida apenas quando o aluno ingressa no primeiro estágio ou participa de suas primeiras audiências. Entre as principais carências apontadas estão a falta de preparo para a argumentação oral, a dificuldade em redigir documentos de forma clara para clientes leigos e a ausência de familiaridade com ferramentas de tecnologia jurídica, cada vez mais exigidas pelos escritórios.
O cenário reflete uma discussão recorrente no setor sobre a transição da universidade para a carreira. A necessidade de buscar capacitação complementar torna-se evidente para os novos profissionais, que precisam desenvolver competências interpessoais e operacionais fora da grade curricular tradicional para conseguir se estabelecer no mercado de trabalho.