Justiça de SP defere recuperação judicial da rede Marabraz
Rede varejista de móveis suspende cobranças e tem 60 dias para apresentar plano de reestruturação da dívida.
Lojas Marabraz (Divulgação/Lojas Marabrez)
A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz, rede varejista de móveis que busca renegociar uma dívida declarada de aproximadamente R$ 140 milhões. A decisão, assinada na terça-feira (27) pela juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital, concede à empresa o chamado 'stay period', que suspende por 180 dias ações de cobrança, execuções e penhoras contra o grupo.
Na decisão, a magistrada negou, por enquanto, o pedido de 'consolidação substancial', que unificaria os patrimônios e as dívidas de todas as empresas do grupo em uma única lista. Com isso, o processo ocorrerá em conjunto, mas as contas e obrigações de cada empresa permanecerão separadas. A juíza justificou a medida afirmando: 'Indefiro, por ora, o pedido de consolidação substancial formulado pelas recuperandas'.
Com o deferimento, a Marabraz tem agora um prazo de 15 dias para entregar documentos pendentes, como extratos bancários e certidões, e 60 dias para apresentar o plano de recuperação judicial.
Em nota, o Grupo Marabraz declarou que cumprirá as exigências da Justiça. 'A empresa informa que cumprirá as determinações judiciais e apresentará seu plano de recuperação no prazo legal estabelecido, buscando uma solução sustentável para a continuidade dos negócios', afirmou a companhia.
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