Irã oferece reabrir Estreito de Ormuz em 48h sob condições
Teerã condiciona liberação de rota vital a exigências de alívio de sanções e fim de ações militares dos EUA.
(Reprodução/Investing BR Economia)
O governo iraniano propôs a reabertura do Estreito de Ormuz em um prazo de 48 horas, condicionando a medida ao atendimento de uma série de exigências pelos Estados Unidos. A proposta revisada estabelece que os norte-americanos tomem ações no primeiro dia, permitindo a retomada da navegação no segundo.
A oferta ocorre em um cenário de forte instabilidade e escalada de incidentes navais na região. Apenas nas últimas 24 horas, até 1º de novembro de 2026, foram registrados múltiplos ataques a petroleiros envolvendo minas navais. O estreito tem sido alvo de tensões desde o início do conflito entre os dois países, em fevereiro.
Entre as exigências apresentadas por Teerã estão o alívio de sanções, a liberação de fundos congelados e a restauração de isenções para a exportação de petróleo. O Irã também demanda o reconhecimento de uma rota marítima designada com o Omã, a redução da presença militar dos EUA no Oriente Médio e o fim dos ataques ao Líbano.
O chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, enfatizou a ordem das ações: "Os EUA devem primeiro tomar medidas práticas para cumprir as condições do Irã, e então o Irã procederá à abertura do Estreito de Ormuz". Inicialmente, o chanceler Abbas Araghchi havia mencionado um prazo de sete dias para a abertura, que foi posteriormente reduzido para 48 horas.
Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump afirmou que as negociações estão "indo bem" e que o Irã deseja um acordo. No entanto, Trump ressaltou que Washington "não está com pressa" e voltou a fazer ameaças contra instalações nucleares iranianas. O vice-presidente JD Vance foi citado por autoridades iranianas como autor de uma carta com tom conciliador.
Atualmente, não há previsão de negociações diretas entre os Estados Unidos e o Irã. Delegações iranianas encontram-se em Doha para consultas com o Catar, que atua como mediador no processo. O mercado global e a comunidade internacional seguem monitorando a possível implementação das condições e a segurança da rota marítima.
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