Índice europeu STOXX 600 fecha estável pressionado por balanços
Bolsas europeias oscilam com balanços mistos e alta do petróleo gerando cautela.
(Reprodução/Investing BR Economia)
O mercado acionário europeu encerrou a sessão de quarta-feira (28) com estabilidade, pressionado por resultados corporativos decepcionantes e pela alta nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 registrou uma leve variação positiva de 0,07%, fechando aos 644,14 pontos, em um dia marcado pela cautela dos investidores antes de decisões importantes de política monetária.
Entre os destaques negativos do pregão, as ações da Thyssenkrupp despencaram 17% após a estreia de sua divisão de materiais. A Adyen também sofreu forte revés, recuando mais de 13% depois de revisar para baixo sua meta de margem de lucro operacional para 2026. Na ponta oposta, o Deutsche Bank avançou cerca de 4% ao superar as expectativas de lucro no terceiro trimestre, enquanto o Standard Chartered subiu 2,4% após elevar suas metas anuais.
O cenário macroeconômico contribuiu para a apreensão no mercado. Os preços do petróleo registraram alta, com o barril do tipo Brent para janeiro fechando com avanço de 2,03%, a US$ 111,64. A valorização da commodity foi impulsionada por preocupações com as tensões no Oriente Médio e indefinições políticas em Israel. Segundo o Citi Research, o cenário eleitoral indefinido em Israel traz incertezas em um momento delicado, elevando o risco de escalada militar e o prêmio de risco do petróleo. Por outro lado, o ING avalia que a ausência de novos ataques ao Irã após as eleições pode ser suficiente para reduzir esse prêmio.
Além das commodities, os investidores mantiveram a atenção voltada para as decisões dos bancos centrais. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) decidiu manter a taxa de juros inalterada, no patamar entre 3,75% e 4,00% ao ano. Na Europa, a expectativa recai sobre o Banco Central Europeu (BCE), que anunciará sua decisão de política monetária na quinta-feira (29). O mercado projeta a manutenção das taxas, mas busca sinalizações sobre os próximos passos, especialmente diante da turbulência econômica na França, que já reflete na alta dos rendimentos dos títulos soberanos do país. O pregão também repercutiu o primeiro orçamento divulgado pelo ministro das Finanças britânico, John Healey.
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