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Flávio Bolsonaro deixa o Brasil após derrota eleitoral

Senador deixou o país após determinação do STF para retenção de passaportes e investigações judiciais.

Not Journal • • 2 min de leitura
(Reprodução/Money Report)

(Reprodução/Money Report)

A saída do país ocorreu em meio a determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) para a retenção de seus passaportes e a desdobramentos de investigações judiciais.

Derrotado no pleito de 25 de outubro, o parlamentar teria ingressado na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu, na noite do dia 27. Cerca de 40 minutos depois, embarcou em um voo privado da Baires Fly S.A. com destino ao Equador, seguindo posteriormente para o território norte-americano, onde chegou em 28 de outubro.

A viagem aconteceu logo após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinar, em 26 de outubro, que Flávio entregasse seus passaportes em até 24 horas, proibindo-o de deixar o país. A medida foi tomada no âmbito de um inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. Como o senador não cumpriu o prazo, seus documentos de viagem foram cancelados.

Em transmissão ao vivo realizada em 30 de outubro, Flávio Bolsonaro negou ter fugido do país e alegou perseguição política. "Digo que não saí do Brasil, saí pelo Brasil", afirmou. O senador também declarou que a decisão foi tomada em conjunto com sua esposa e de forma sigilosa para evitar falhas. Sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, disse: "Pai, começou a perseguição até antes do que eu imaginava".

O cenário político e jurídico que envolve a família Bolsonaro foi tema de debate no podcast Money Talks, que também abordou a expectativa em torno do julgamento da Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026) pelo STF. A legislação, aprovada pelo Congresso Nacional após a derrubada de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pode reduzir as penas de condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, o que inclui Jair Bolsonaro e os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O STF deve analisar a constitucionalidade da Lei da Dosimetria ainda em 2026, antes do recesso do Judiciário em dezembro. A decisão é vista como um possível fator de alívio na tensão política entre a Corte e o novo Senado. Flávio Bolsonaro, por sua vez, mantém o mandato de senador até 31 de janeiro de 2027.

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