Fintechs reavaliam estratégias após vitória de Lula
Setor busca diálogo com novo governo para garantir previsibilidade e melhores condições de crédito.
Rogério Melfi/ABBaaS | (divulgação)
O setor de tecnologia financeira no Brasil iniciou um processo de recalibragem de suas prioridades estratégicas após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. As empresas buscam negociar prazos para cumprir novas exigências do Banco Central, além de pleitear previsibilidade tributária e condições para a oferta de crédito mais barato no país.
A reação imediata do mercado financeiro ao resultado eleitoral foi negativa, impactando diretamente o setor.
O ambiente regulatório atual já impõe desafios às fintechs. O Banco Central tem adotado regras mais rígidas para o Open Finance e implementado medidas para conter o endividamento e o crédito abusivo. Além disso, novas normas tornaram o custo de manutenção de licenças próprias menos vantajoso para parte das empresas, pressionando a eficiência operacional do setor.
Para avançar com suas pautas, o setor precisará articular suas demandas junto ao Congresso Nacional. A tarefa exigirá negociação, uma vez que o cenário político apresenta fragmentação e nenhum bloco parlamentar possui maioria absoluta, tornando a construção de consensos essencial para a aprovação de medidas de interesse das fintechs.
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