EUA e Venezuela firmam acordo para extração de petróleo
Acordo com Caracas garante aos EUA controle sobre 20% das reservas de petróleo venezuelanas e prevê investimentos bilionários.
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Pacto garante aos norte-americanos controle sobre 20% das reservas comprovadas do país sul-americano e prevê investimentos de US$ 100 bilhões.
Os Estados Unidos e a Venezuela assinaram um acordo estratégico para a exploração de petróleo em 17 campos localizados na Faixa Petrolífera do Orinoco e na região do lago Maracaibo. O pacto, com validade de 25 anos, concede aos EUA o controle majoritário sobre reservas estimadas em 65 bilhões de barris, o que equivale a cerca de 20% das reservas comprovadas venezuelanas.
O anúncio foi feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na sexta-feira (28 de agosto de 2026), e a formalização dos contratos ocorreu na quarta-feira (2 de setembro), em Caracas. A cerimônia contou com a presença do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. A exploração será conduzida por empresas privadas, com destaque para a North American Blue Energy Partners (Nabep).
A meta do acordo é elevar a produção venezuelana para 1,5 milhão de barris por dia, com projeções de ultrapassar 2 milhões de barris diários até 2030. Estima-se que o projeto atraia US$ 100 bilhões em investimentos e gere uma arrecadação tributária superior a US$ 209 bilhões ao longo de sua execução. O governo venezuelano já aprovou o acordo na Assembleia Nacional, embora não tenham sido informadas datas específicas para o início da extração.
O negócio ocorre em um contexto de mudança política na Venezuela, após a prisão de Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro de 2026, o que levou Delcy Rodríguez à presidência interina. Para viabilizar a parceria, a Venezuela promoveu reformas em sua Lei de Hidrocarbonetos em março, facilitando a entrada de capital privado no setor.
Para o governo Trump, a motivação econômica é recompor a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA e reduzir os preços da gasolina para o consumidor americano, atualmente pressionados pelo cenário geopolítico, incluindo o conflito no Irã. Trump declarou que o acordo garante o controle sobre as reservas 'sem custo ao pagador de impostos dos EUA'.
Do lado venezuelano, Delcy Rodríguez afirmou que a parceria visa o bem-estar da população. 'Quando falo de incrementar a produção, falo do bem-estar do povo venezuelano. Que esse incremento se traduza em mais emprego, mais salário, hospitais, escola e alimentação', declarou a presidente interina.