Dez empresas ganham R$ 38,2 bilhões após tombo histórico da B3
Dez companhias desafiam queda expressiva na Bolsa e somam R$ 38,2 bilhões em valorização, com siderúrgicas em destaque.
(Reprodução/Jornal do Comércio)
Em um pregão marcado por perdas expressivas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um grupo restrito de dez companhias, incluindo a Gerdau, conseguiu contrariar o movimento do mercado e registrar alta.
O movimento ocorreu na segunda-feira, 26 de outubro de 2026. Enquanto o conjunto das empresas listadas na Bolsa brasileira (B3) sofreu uma perda de R$ 734 bilhões em valor de mercado, as dez empresas na contramão acumularam um ganho conjunto de R$ 38,2 bilhões. A desvalorização geral consumiu 75,5% dos ganhos acumulados pela Bolsa ao longo do ano.
De acordo com um levantamento realizado pela consultoria Elos Ayta, a siderúrgica gaúcha Gerdau foi um dos destaques positivos da sessão. Apenas em um único pregão, a companhia registrou uma valorização de R$ 430 milhões. O grupo que resistiu à queda é composto, em parte, por empresas exportadoras, que costumam apresentar dinâmicas diferentes em momentos de aversão ao risco no mercado interno.
A reação negativa do mercado financeiro refletiu as incertezas dos investidores no cenário pós-eleitoral. Apesar da queda histórica que atingiu a maioria das ações, o desempenho isolado dessas dez empresas demonstrou resiliência em meio à volatilidade da B3.
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