Delegação venezuelana discute dívida e energia nos EUA
Delegação venezuelana busca acordos de dívida e energia em Nova York com líderes financeiros globais.
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, iniciou uma série de negociações nos Estados Unidos com o objetivo de discutir questões estratégicas ligadas a energia, dívida soberana e mineração. A delegação desembarcou em Nova York na madrugada de segunda-feira (21) e busca firmar acordos para a reconstrução de setores essenciais da economia do país sul-americano, em alinhamento com os planos do governo de Donald Trump.
O foco principal das conversas é a reestruturação da dívida soberana venezuelana e da estatal petrolífera PDVSA, cujo montante é estimado entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões. As tratativas também visam remover obstáculos para que o governo venezuelano recupere o controle de ativos no exterior e volte a acessar financiamentos internacionais. Segundo uma fonte envolvida, a visita tem 'um grande foco na reestruturação da dívida, fundos e pagamentos'.
A agenda da delegação incluiu encontros com líderes de importantes instituições financeiras globais, como o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. A comitiva foi recebida no aeroporto pelo principal diplomata dos EUA na Venezuela, John Barrett.
Esta é a primeira viagem de Delcy Rodríguez aos Estados Unidos desde que assumiu a presidência interina em janeiro de 2026, sob supervisão de Washington, após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas. O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, confirmou que estava previsto um encontro entre Rodríguez e Donald Trump na terça-feira (22), à margem de uma recepção oferecida pelo presidente americano.
As negociações ocorrem na esteira de um acordo energético anunciado em agosto de 2026 entre os dois países. O pacto envolve a exploração de 17 campos petrolíferos na Faixa do Orinoco, que possuem um potencial estimado de 65 bilhões de barris. A reestruturação das dívidas da Venezuela e da PDVSA já havia sido anunciada pelo governo venezuelano em maio deste ano.