Decisão sobre biorrefinaria de US$ 1 bi no RS sai em outubro
Decisão sobre investimento bilionário em biorrefinaria de biocombustíveis sustentáveis para aviação e diesel verde é aguardada para outubro.
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A Refinaria Riograndense, localizada em Rio Grande (RS), aguarda para outubro de 2026 a decisão final sobre um investimento de aproximadamente US$ 1 bilhão. O projeto visa converter a unidade, inaugurada em 1937, em uma biorrefinaria focada na produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel verde (HVO).
Até o momento, a empresa já aportou cerca de R$ 120 milhões em estudos de engenharia, consultorias e desenvolvimento. A viabilidade técnica do empreendimento já foi aprovada, tornando-o um dos projetos mais maduros do setor no Brasil.
O complexo prevê o processamento anual de aproximadamente 800 mil toneladas de matérias-primas renováveis, como óleo de soja, óleo técnico de milho (TCO), óleo de cozinha usado (UCO) e sebo bovino.
A deliberação final de investimento (DFI) depende agora dos sócios da refinaria: Petrobras, Braskem e Grupo Ultra. Segundo Flávio Mingorance de Souza, diretor da área de biorrefino da Refinaria Riograndense, a discussão atual envolve detalhes sobre o aporte de capital. O processo enfrentou complexidades devido à situação financeira da Braskem, que está em recuperação extrajudicial.
Caso o projeto seja aprovado, a previsão é que as obras comecem ainda em 2026. A entrada em operação do novo complexo está estimada para 2029. A Prefeitura de Rio Grande atua no alinhamento da infraestrutura e logística necessárias para a execução das obras.