Controle democrata no Senado barra novas nomeações de Trump
Democratas assumem controle do Senado e vetam indicações de Trump para a Suprema Corte.
(Molly Riley/White House)
O Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado nas eleições de meio de mandato de 2026, impondo um obstáculo significativo aos planos do presidente Donald Trump de nomear novos ministros para a Suprema Corte dos Estados Unidos.
Com projeções indicando que a oposição garantiu ao menos 54 das 100 cadeiras no Senado, os democratas passam a ter o poder de barrar indicações judiciais e cargos do alto escalão do governo durante os dois anos restantes do mandato republicano, que se encerra em janeiro de 2029. A aprovação de magistrados para a mais alta corte do país depende exclusivamente do aval dos senadores.
Durante seu primeiro mandato, Trump conseguiu emplacar três ministros na Suprema Corte e havia manifestado o desejo de indicar mais um ou dois nomes nesta segunda gestão. Recentemente, o presidente passou a criticar a instituição após decisões contrárias aos seus interesses, como a rejeição de um pedido para interromper a contagem de votos no estado da Califórnia.
Em reação ao resultado do pleito realizado em 3 de novembro, Trump minimizou o revés de seu partido. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que não estava na cédula e que, se estivesse, os republicanos teriam vencido "por uma lavada". Para o cientista político Don Haider-Markel, da Universidade do Kansas, o novo cenário legislativo muda a dinâmica do governo. Segundo o especialista, com a agenda travada e possíveis investigações, a Casa Branca deverá permanecer em constante estado de defesa.
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